desculpe...
desculpe por estar me desculpando,
por não conseguir ser feliz o tempo inteiro...
por meu orkut não ter fotos que mostram como a minha vida é espetacular...
desculpe por não querer comprar,
por não saber voar...
... por não ter um buddy poke...
desculpe por não gostar do mundo do jeito que ele é,
por não conseguir fugir dessa premissa,
por não me encaixar no seu jogo...
desculpe, não comentei nas suas fotos,
não virei seu fã,
nem ao menos olhei seus recados...
desculpe por não responder a tempo,
mesmo tendo tempo...
desculpe por não contemplar o seu perfil...
por não ter o perfil da empresa,
por não ter fotos de perfil
desculpe por não saber rir com os dedos,
pela falta do interrogação,
pelas muitas reticências...
desculpe, não felicitei em seu aniversário,
por não ligar o computador
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
terça-feira, 14 de setembro de 2010
Você sabe que eu não sei?
Sabe que estou bem confuso , bem noiado com tudo que acontece por aí....
é um troço bem conflito, bem sofrido que andam espalhando bem ali
na cabeça, o que não está dentro dela é muito pouco;
somente algumas lembranças de pessoas que não conheço...
somente passados recentes vêm até mim...
Não sei pra onde olhar, se vou chegar, se vou saber
reconhecer, talvez, caminho certo, passagem curta ou dolorosa, tortuosa ou líquida
tanto faz...
Soluções se encontram por ae, para esse mal, pelas farmácias e botecos de esquina
igrejas pagas ou gratuitas, supermercados e salões de beleza;
mas não passa
E como se compra mesmo a cura pro fim?
Em que farmácia?
Ah... deixa pra lá... vou jogar fazendinha no orkut que eu ganho mais...
é um troço bem conflito, bem sofrido que andam espalhando bem ali
na cabeça, o que não está dentro dela é muito pouco;
somente algumas lembranças de pessoas que não conheço...
somente passados recentes vêm até mim...
Não sei pra onde olhar, se vou chegar, se vou saber
reconhecer, talvez, caminho certo, passagem curta ou dolorosa, tortuosa ou líquida
tanto faz...
Soluções se encontram por ae, para esse mal, pelas farmácias e botecos de esquina
igrejas pagas ou gratuitas, supermercados e salões de beleza;
mas não passa
E como se compra mesmo a cura pro fim?
Em que farmácia?
Ah... deixa pra lá... vou jogar fazendinha no orkut que eu ganho mais...
quinta-feira, 15 de julho de 2010
O circo chegou
O picadeiro está montado. A jabulani parou de rolar e todos estão de volta as suas vidinhas medíocres que, por mais incrível que pareça, é quase a mesma coisa de antes. Os palhaços, com suas bandeiras coloridas e com símbolos de marketing, dão os últimos toques na maquiagem que cobrirá o pinho. Muitos estão ansiosos, mas eles sabem que só dois têm chance. Sabem que muitos irão só fazer número nesse espetáculo com ar de gincana colegial no qual ganha quem conseguir mais botões apertados naquelas caixinhas brancas que apitam. Eles tecem o paraíso à cores e definições em HD quando, se passarem pelas provações de debates de televisão e o escambal, estão entrando, na verdade, no inferno em Terra firme onde, o que pretendiam, fica na intenção, se não era realmente uma lorota. Lá dentro, propostas são expostas como carneiros assando em fogo brando, esperando a disputa no par ou ímpar para ver quem abocannha o melhor filé. Grupinhos de bulling emergem de todos os lados e começa um grande banquete de pizzas de mais variados sabores, desde mico leão dourado do amazonas, à baleias do mar do Japão.
Não adianta quebrar as janelas para tentar entrar lá, temos é que chutar os pilares, de uma vez por todas.
Não adianta quebrar as janelas para tentar entrar lá, temos é que chutar os pilares, de uma vez por todas.
terça-feira, 29 de junho de 2010
Joe
Hey joe, onde você vai com essa merda dessa arma aí na sua mão?
Por acaso matará algum animal pra te servir de alimento?
Acaso irá comemorar o ano novo, natal, ou algo assim?
Vai atirar em algum pássaro pra que nunca mais tenha o gosto de voar?
Hey Joe...
Hey Joe...
Ficou maluco das idéias?
Será que chegou a tanta raiva que é disso que precisa?
A que ouvidos pretende perturbar com esse trovão em seu indicador?
Quem lhe causou tanto mal pra que você ,com simples, ato seja fatal?
Tirar-lhe o brilho dos olhos de nada servirá
Hey joe!
Vai tocar a tua guitarra, pairar nos ares como fumaças densas
Caminhar milhões de milhas sentido mar de gente, corações
Sentimentos tranbordados traduzidos em frequencias distorcidas
Eu sei, eu sei...
Mas o que importa é sermos felizes.
Por acaso matará algum animal pra te servir de alimento?
Acaso irá comemorar o ano novo, natal, ou algo assim?
Vai atirar em algum pássaro pra que nunca mais tenha o gosto de voar?
Hey Joe...
Hey Joe...
Ficou maluco das idéias?
Será que chegou a tanta raiva que é disso que precisa?
A que ouvidos pretende perturbar com esse trovão em seu indicador?
Quem lhe causou tanto mal pra que você ,com simples, ato seja fatal?
Tirar-lhe o brilho dos olhos de nada servirá
Hey joe!
Vai tocar a tua guitarra, pairar nos ares como fumaças densas
Caminhar milhões de milhas sentido mar de gente, corações
Sentimentos tranbordados traduzidos em frequencias distorcidas
Eu sei, eu sei...
Mas o que importa é sermos felizes.
terça-feira, 8 de junho de 2010
Fora de casa III
A brisa então que batia no seu rosto, de leve, de repente fez-se um vendaval. As mesas e os papéis voavam e quando iam se perder de vista pareciam mais borboletas de origami a bailar na tempestade de cores neon. Começou a encorpar a ventania, e ele já não conseguia seguir em frente.
Quando saiu do delírio, deu-se por conta que empurrava seu corpo contra um muro de concreto; não havia vendaval algum. O muro era espesso e continha fendas por onde conseguia espiar o outro lado, e o outro lado também conseguia vê-lo. Mas quem eram os outro do outro lado? Que que estavam fazendo ali? Por que eu não posso ir adiante? E finalmente: mas quem foi o filha da puta que pôs essa merda desse muro logo quando eu quero dar uma caminhada pra tentar curar uma bad trip em pleno domingo de Faustão na televisão? Os do outro lado observavam em silêncio.
Quando saiu do delírio, deu-se por conta que empurrava seu corpo contra um muro de concreto; não havia vendaval algum. O muro era espesso e continha fendas por onde conseguia espiar o outro lado, e o outro lado também conseguia vê-lo. Mas quem eram os outro do outro lado? Que que estavam fazendo ali? Por que eu não posso ir adiante? E finalmente: mas quem foi o filha da puta que pôs essa merda desse muro logo quando eu quero dar uma caminhada pra tentar curar uma bad trip em pleno domingo de Faustão na televisão? Os do outro lado observavam em silêncio.
quarta-feira, 2 de junho de 2010
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