- Quando voltarmos a nos entender
pode ser tarde demais
Será que temos algum tempo a mais?
Posso matar algumas horas de trabalho hoje...
Mas não sei se quero... um sentimento de culpa cristã me assola...
O trabalho dignifica o homem, é o que dizem!
Mas eu não sou lá tanto homem assim
pra sair dessa cama e encarar a alvorada
se já tenho aqui
o meu verão
-Ora, não seja bobo!
Lave a cara com sabão
deixe de rimas piegas
e vá atrás do ganha pão
Esse negócio de escolher não é pra qualquer um
Vai! Sai logo dessa cama
que pra mim, não quero atraso!
Tenho coisas pra fazer
e você só traz embaraço!
Tchau!
Pra não dizer que sou cruel
Te ofereço café e um amasso.
segunda-feira, 12 de maio de 2014
quarta-feira, 9 de abril de 2014
E ae! Está tudo bem?
As florestas pegam fogo
enquanto o Obamis bate uma
ouvindo minhas conversas no telefone
e manda beijos e sorrisos
pelas câmeras que me seguem por todas a ruas
Eu tenho que esperar os agentes da CIA
sairem do banheiro para que eu possa cagar
Eles estão disfarçados de padre e coroinha
O padre tem olhos de demônio
mas sabe acenar carinhosamente
e ensina metaliguística aos mestres de maçonaira
... o vaticano é campeão de baixar putaria
e andamos correndo para não sermos atropelados
pelos carros que aprenderam a se reproduzir
Hoje são a espécie que domina o planeta
Como veneno todos os dias
e ignoro os efeitos da transgenia
Talvez todos morreremos de câncer
e a água tá mais cara que a gasolina...
...Sim... Está tudo bem!
enquanto o Obamis bate uma
ouvindo minhas conversas no telefone
e manda beijos e sorrisos
pelas câmeras que me seguem por todas a ruas
Eu tenho que esperar os agentes da CIA
sairem do banheiro para que eu possa cagar
Eles estão disfarçados de padre e coroinha
O padre tem olhos de demônio
mas sabe acenar carinhosamente
e ensina metaliguística aos mestres de maçonaira
... o vaticano é campeão de baixar putaria
e andamos correndo para não sermos atropelados
pelos carros que aprenderam a se reproduzir
Hoje são a espécie que domina o planeta
Como veneno todos os dias
e ignoro os efeitos da transgenia
Talvez todos morreremos de câncer
e a água tá mais cara que a gasolina...
...Sim... Está tudo bem!
quinta-feira, 27 de março de 2014
Tempestades em copo d'água
são questões de ponto de vista
Pra quem tá no copo é um pesadelo
Pra quem bebe é coisa de artista
drama sem saber porquê
coisa muito pra inglês ver
mas pra quem sente, é a vera!
muito mais que a tal camisa amarela...
A sede cessa, o copo quebra
e a vida segue, mais água do que pedra
são questões de ponto de vista
Pra quem tá no copo é um pesadelo
Pra quem bebe é coisa de artista
drama sem saber porquê
coisa muito pra inglês ver
mas pra quem sente, é a vera!
muito mais que a tal camisa amarela...
A sede cessa, o copo quebra
e a vida segue, mais água do que pedra
quarta-feira, 26 de março de 2014
alguns caminhos
Quem dera pudéssemos voar;
mas somos presos
Estamos presos por infinitas paredes de concreto e gesso
que se erguem pelas vontades atomizadas
Estamos presos por linhas de asfalto autoritárias
e somos obrigados a traçar caminhos cinzas
nessas cidades onde ninguém se encontra
e o próprio céu diminui a cada dia
Ninguém se encontra, somente passa
se fica, é porque teve alguma permissão
desse monstro que respira fuligem e tem veias de cobre e canos estourados
E quanto mais fica, mais perto está de ir embora
Nossos caminhos
são por onde não sei porque ainda chamam de 'público'
e todas as vielas, atalhos e becos,
se mostram com ar rebelde, na sujeira da resistência pelo chão
a pequena rebeldia que se mostra
no peito de quem ainda ousa manter o peito aquecido
é como a flor de Drummond
a esfacelar as milhares paredes e moléculas asfálticas
Milhões de flores a brotar
por entre qualquer brecha
procurando qualquer sol que ponteie entre os arranha-ceus
qualquer gota de água, no deserto sufocante
A qualquer hora, e eu lhe digo com certeza
vais achar melhor andar em algum lugar que não esse
Vai tropeçar em alguma raiz
e o princípio inversor das lógicas encontrará um campo fértil
Como um relâmpago na consciência
tudo se mostrará claro
e tudo em sua volta terá tons de absurdo
e a fila indiana de formigas planetárias lhe parecerá como o óbvio do óbvio
Só'
mas somos presos
Estamos presos por infinitas paredes de concreto e gesso
que se erguem pelas vontades atomizadas
Estamos presos por linhas de asfalto autoritárias
e somos obrigados a traçar caminhos cinzas
nessas cidades onde ninguém se encontra
e o próprio céu diminui a cada dia
Ninguém se encontra, somente passa
se fica, é porque teve alguma permissão
desse monstro que respira fuligem e tem veias de cobre e canos estourados
E quanto mais fica, mais perto está de ir embora
Nossos caminhos
são por onde não sei porque ainda chamam de 'público'
e todas as vielas, atalhos e becos,
se mostram com ar rebelde, na sujeira da resistência pelo chão
a pequena rebeldia que se mostra
no peito de quem ainda ousa manter o peito aquecido
é como a flor de Drummond
a esfacelar as milhares paredes e moléculas asfálticas
Milhões de flores a brotar
por entre qualquer brecha
procurando qualquer sol que ponteie entre os arranha-ceus
qualquer gota de água, no deserto sufocante
A qualquer hora, e eu lhe digo com certeza
vais achar melhor andar em algum lugar que não esse
Vai tropeçar em alguma raiz
e o princípio inversor das lógicas encontrará um campo fértil
Como um relâmpago na consciência
tudo se mostrará claro
e tudo em sua volta terá tons de absurdo
e a fila indiana de formigas planetárias lhe parecerá como o óbvio do óbvio
Só'
quinta-feira, 30 de maio de 2013
poetar
O direito de protestar é uma licença poética
Não se pede a ninguém e não pode ser negado
simples assim: um direito irrecusável
Mas, existem mal intencionados, mal sabidos e mal amados
que não entendem de poesia
Não que fosse uma obrigação amar os versos
mas não devemos nos privar do sentir
Não devemos nos privar de perguntar
novamente os porquês da infância
que nos foram negados
na esperança de manter nossa inocência
Não podemos esquecer de manter na ativa
as nossas perguntas mais banais
não falo da procedência da cerveja
nem do porquê temos desejos carnais
Falo dos porquês fatais
das perguntas perigosas
principalmente das que não tem resposta
Não se pede a ninguém e não pode ser negado
simples assim: um direito irrecusável
Mas, existem mal intencionados, mal sabidos e mal amados
que não entendem de poesia
Não que fosse uma obrigação amar os versos
mas não devemos nos privar do sentir
Não devemos nos privar de perguntar
novamente os porquês da infância
que nos foram negados
na esperança de manter nossa inocência
Não podemos esquecer de manter na ativa
as nossas perguntas mais banais
não falo da procedência da cerveja
nem do porquê temos desejos carnais
Falo dos porquês fatais
das perguntas perigosas
principalmente das que não tem resposta
domingo, 21 de abril de 2013
Sobre feudos
No Reino de Porto Alegre, tudo vai de
vento em bunda. O Rei, quando não manda , desmanda, quando não ri,
ao menos balança a pança. Corta gasto, corta pau, corta onda. Ele
é seu próprio palhaço da corte, contando piadas já rindo. Tirando
fake-fotos de ciclovias de mini-mundo e pseudo reunião de cc's de
seu cu.
Os grandes injustiçados do Reino são
paredes que não gostam de ler e vidros de coração partido. Vítimas
dos mascarados violentadores de seres não vivos, têm em Nazier seu
principal porta-voz e defensor.
- Ora! Pra que servem as árvores?
- Indaga o Rei Castor- Se não é pra trancar tudo, então de nada
servem! Cortem a cabeça! O frio está chegando, preciso de lenha
para minha lareira.
A corte é composta por carros
nervosos, porcos saudosistas, ovelhas de Deus e tatus gigantes.
Cochilou, vila incendiou. Vacilou, estacionou. Dormiu de toca, está
calada a boca. Primeiro de abril; privatizei e tu nem viu. Sorria,
você está sendo fichado. Escreveu, leu, mas meu canal desmereceu.
É o que se ouve nos saraus. O costume ao meio dia é o jornal do
almoço. E a vida segue, menos em horário de pico...
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013
...
Quero estar fazendo amor com você
quando esse prédio desmoronar.
Tudo está desmoronando. Caindo,
derretendo. Vira pó de estrelas. Poeira galáxica.
O leite derramado da via láctea, me
faz chorar de vez em quando.
Às vezes o vento abre as cicatrizes
que estavam quase curadas. A chuva lambe o rosto e disfarça as
lágrimas. Nada de novo; tudo de novo, como dando voltas e mais
voltas em um oito.
O asfalto distorce o horizonte e cria
poças de água que evaporam quando a gente chega perto. Não dá pra
beber. Mas teve uma que não sumiu. Quando tentei pisar, não havia
chão. Escorrego pelo limo até me ver envolto em água gelada. Lá
estou brincando coma as bolhas de ar. É um bom mergulho , pois
consigo respirar. Estou sonhando, e a descoberta disso não me faz
acordar. Eu vou ao fundo até ver a escuridão, com peixes de
lanterna no nariz e bocas de portão elevadiço. Dou uma subidinha,
deixo entrar um pouco de luz. Bem ao longe um vulto. Cresce rápido
demais, tenho medo. Um tubarão baleia curioso se aproxima. Ele vem
com algumas águas vivas lhe fazendo reverências em círculos para
ele passar. Só mais um homem perdido no mar, disse ele ao se
afastar.
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